sexta-feira, 10 de março de 2017

História e Origem do Carnaval




 

 

 

 



Muitas festas podem ter dado origem ao carnaval, a festa mais popular do Brasil - que muito embora seja conhecido como o país do carnaval, não é o único a comemorá-lo de forma bastante expressiva. Entre as maiores festas de carnaval do mundo, estão o carnaval de Veneza (Itália), de Nice (França), de Nova Orleans (EUA) e de Barranquilla (Colômbia), por exemplo.
A Origem

Para alguns estudiosos o carnaval, teve origem na Babilônia através da comemoração das Saceias. Nessa festa, concedia-se a um prisioneiro que assumisse a identidade do rei por alguns dias, sendo morto ao fim da comemoração. Ainda na Babilônia outra festa poderia ter dado origem ao carnaval quando, no templo do deus Marduk, o rei era agredido e humilhado, confirmando a sua inferioridade diante da figura divina.

Outros historiadores acreditam que o carnaval teve início na Grécia por volta de 600 a.C., na altura em que era comemorado o princípio da primavera. Há, entretanto, suposições de que a sua origem decor da Saturnália, quando, em Roma, as pessoas se mascaravam e passavam dias a brincar, comer e beber.

A palavra carnaval vem do latim carnis levale que significa “retirar a carne”. O Carnaval antecede a Quaresma, que se inicia com a quarta-feira de cinzas, dia em que os católicos fazem jejum e não comem carne. A Quaresma simboliza os quarenta dias em que Jesus esteve no deserto e que foi tentado pelo demônio antes de ser morto.

Sua História

Desde o início da sua comemoração, no Carnaval, as pessoas podiam esconder ou trocar de identidade. Assim, tinham maior liberdade para se divertir ao mesmo tempo que podiam adquirir características ou funções diferentes do que eram verdadeiramente: pobres podiam ser ricos, homens podiam ser mulheres, entre outros.

Em Veneza, os nobres usavam máscaras para poder desfrutar da festa junto do povo. É daí que se origina o uso da máscara.

No Brasil, o Carnaval surgiu como o entrudo trazido pelos portugueses. No entrudo, a brincadeira das pessoas era atirar coisas umas às outras: água, farinha, ovos e tinta, o que anos depois foi proibido. Hoje se brinca com confetes e serpentinas, brincadeira também trazida da Europa.

Inicialmente o nosso Carnaval era de rua e dele faziam parte as marchas de Carnaval - marchinhas. A primeira marchinha, em 1899, é da autoria de Chiquinha Gonzaga e se chama Ó Abra Alas. Carmem Miranda foi a cantora de marchinhas mais conhecida.

Mais tarde, a marchinha deu lugar ao samba-enredo das escolas de samba, ao mesmo tempo em que o Carnaval de rua cedeu espaço aos desfiles das escolas. Fato que não aconteceu em Pernambuco e na Bahia, que são conhecidos pelos blocos de Carnaval e pelos trios elétricos, respetivamente.

A primeira escola que surgiu no Rio de Janeiro se chamava Deixa Falar, hoje Estácio de Sá. No Rio de Janeiro e em São Paulo, as pessoas aguardam ansiosas aos desfiles, enquanto que as pessoas que gostam do Carnaval de rua se deslocam para o Nordeste.
História da Páscoa





 

 



A Páscoa é uma das comemorações mais importantes das culturas ocidentais que significa a renovação e a esperança.

No entanto, essa comemoração, como muitos pensam, não deriva do ideário cristão, uma vez que remonta a civilizações antigas donde os antigos povos pagãos (celtas, fenícios, egípcios, etc.) festejavam a chegada da primavera e o fim do inverno, o que naquele contexto, simbolizava a sobrevivência da espécie humana.
Origem do Termo

Derivado do grego Paska, do latim, o termo Pascua tem uma origem religiosa e significa “alimento”, ou seja, o fim do jejum da quaresma. Por sua vez, do hebraico o termo Pesach significa "passagem, salto ou pulo", e remete à libertação do povo judeu.

Do inglês, Easter, que significa Páscoa, está intimamente ligado aos cultos pagãos da deusa da fertilidade da mitologia nórdica e germânica Eostre, Ostera ou Ostara. Acredita-se que o coelho e os ovos coloridos surgiram daí, uma vez que são símbolos de renovação da deusa.
Páscoa Cristã

Na liturgia cristã, a Páscoa representa a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, sendo considerada uma das mais importantes datas comemorativas, a qual simboliza uma nova vida, nova era, esperança.

A festa da Páscoa ocorre entre os dias 22 de março (data do equinócio) e 25 de abril. A semana que antecede o domingo de Páscoa é denominada de “Semana Santa”.


A Semana Santa é constituída pelo Domingo de Ramos, Segunda-Feira Santa, Terça-Feira Santa, Quarta-Feira Santa, Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão, Sábado Santo ou Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa.

A Quaresma representa os 40 dias que antecedem a Páscoa, e corresponde a uma forma de penitência realizada pelos fiéis cristãos. É comum as pessoas fazerem promessas durante esse período.

Leia também Cristianismo e conheça outras festas cristãs.
Páscoa Judaica

Na cultura judaica, a Páscoa é comemorada em 8 dias de festa, simboliza um dos momentos mais importantes de libertação do povo judeu (por volta de 1250 a.C), que é denominado o êxodo de Israel e que ocorreu durante o reinado do faraó Ramsés II, narrado no livro de Êxodo.

Anterior à festa Cristã, da mesma forma que no Cristianismo, essa data tão significativa simboliza a redenção do povo judeu e portanto, a esperança e o surgimento de uma nova vida.

Curioso notar que um dos símbolos mais importantes da festa judaica, denominado de “Matzá” (pão sem fermento), é um símbolo de fé, que explica a história de fuga dos hebreus do Egito os quais, todavia, não tiverem tempo de colocar o fermento no pão.

Por isso, nas comemorações e festejos é proibido comer pães com fermento. Essa comemoração recebe o nome de “Festa dos Pães Ázimos” (Chag haMatzot).

Conheça mais dessa religião em Judaísmo.
Símbolos Pascais
Coelho da Páscoa: Por ser o símbolo da fertilidade em diversas culturas, o coelho é uma das figuras mais centrais dessa comemoração. Desde a antiguidade, o coelho está associado à troca de ovos realizada por muitos povos, como símbolo de sorte.
Ovos de Páscoa: Da mesma maneira, os ovos de páscoa (cozidos e coloridos ou de chocolate), que carregam o germe da vida, representam a fertilidade, o nascimento, a esperança, a renovação e a criação cíclica. Na cultura moderna, é muito comum presentear as pessoas com ovos de chocolate ou esconder ovos coloridos no domingo de páscoa, os quais serão recolhidos pelas crianças.
Círio Pascal: designam as velas que serão acesas para comemorar o retorno de Jesus Cristo, ou seja, a vida nova. Elas simbolizam a luz de Cristo que traz a esperança.
Colomba Pascal: em formato de pomba (importante símbolo cristão), a colomba pascal, um pão doce muito presente nas comemorações da Páscoa, tem origem na Itália e representa um símbolo de paz.
Cruz: A cruz certamente representa a crucificação de Jesus que ocorreu três dias antes de sua ressurreição, sendo considerado um forte símbolo pascal.
Pão e Vinho: representam o corpo e o sangue de Cristo, de forma que simbolizam a vida eterna.








 História da Fotografia

Quando falamos de “História da Fotografia” estamos nos referindo aquelas imagens que foram produzidas por meio de tecnologias de confecção de imagens a partir da exposição de material fotossensível à luz, bem como aquelas que foram captadas pelas lentes das modernas máquinas fotográficas digitais.

A rigor, fotografia significa "gravar com luz" - do grego "foto" (luz) e "graphein" (escrever) - e engloba um número muito grande de imagens repletas de linguagem conotativa (implícita na fotografia) e denotativa (aquilo que está evidente), produzidas por uma “câmera” (literalmente “pequeno quarto”).

Não obstante, estas imagens são representações iconográficas muito valiosas para os estudos que abarcam a História, Memória e a Antropologia Visual, uma vez que dão margem para investigação do cotidiano enquanto momentos documentados.

Por esse motivo, podemos considerar a fotografia como uma área bem especifica e o fotógrafo como um artista visual capaz de apreender o mundo como uma realidade estética.
Origem da Fotografia

As primeiras experiências fotográficas de químicos e alquimistas datam de cerca 350 a.C, contudo, foi em meados do século X que o árabe Alhaken de Basora percebeu a natureza das imagens que se projetavam no interior de sua tenda trespassada pela luz solar.

Em 1525, já se dominava a técnica de escurecimento dos sais de prata e, no ano de 1604, Ângelo Sala (1576-1637) já sabia que alguns compostos de prata oxidavam quando expostos à luz do Sol. Por sua vez, Carl Wilhelm Scheele (1742-1786) viria a corroborar esta descoberta em 1777, ao demonstrar o enegrecimento de sais expostos à ação da luz.


No ano de 1725, Johann Henrich Schulze (1687-1744) foi capaz de projetar uma imagem durável numa superfície. Por conseguinte, Thomas Wedgwood (1771-1805) realizou no início do século XIX experimentos semelhantes.
Evolução da Fotografia

A primeira fotografia propriamente dita foi obra de Claude Niepce (1763-1828), o qual estudava as propriedades do cloreto de prata sobre papel desde 1817 e obteve sua grande obra no verão de 1826.

Por sua vez, outro francês, Louis Jaques Mandé Daguerre (1789-1851) desenvolveu este sistema e, alguns anos depois, criou o aparelho que leva seu nome, o “daguerreotipo”, aparelho a um passo da fotogravura, mas capaz de gravar imagens permanentes.

Em 1840, o químico inglês John F. Goddard (1795-1866), criou as lentes com maior abertura e, no ano seguinte, William Henry Fox Talbot (1800-1877) criou o "calótipo", aperfeiçoando o processo de fixação de imagens.

Assim, a primeira fotografia colorida seria criada alguns anos depois, em 1861, pelo físico James Clerk Maxwell (1831-1879). Contribuíram nesta empreitada Gabriel Lippman (1845-1921), os irmãos Auguste (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948). Por fim, Ducos du Hauron (1837-1920) desenvolveu uma forma de imprimir três negativos com filtros coloridos em vermelho e azul.

Em 1871, o método de emulsão seca de brometo de prata em colódio foi aperfeiçoado por Richard Leach Maddox (1816-1902), que substituiu o colódio por placas secas de gelatina.

Um marco histórico em destaque foi o ano de 1901, com o advento da Brownie-Kodak, uma câmera comercial e popular. Por conseguinte, em 1935, a Kodak introduziria o Kodachrome, o pioneiro na linha de filmes coloridos. Destarte, a Polaroid cria a fotografia colorida instantânea em 1963.

Outra revolução da Kodak seria a criação da câmera digital DCS 100 em 1990, uma máquina digital acessível e comerciável. Aqui se inicia uma era de gravações digitais de imagens a partir de uma câmera digital ou de telefones celulares que podem ser armazenados em computadores ou na web, para serem “infinitamente” editados, impressos, e difundidos.

História e Evolução dos Computadores

A evolução dos computadores acompanhou a evolução da sociedade durante os séculos século XX e XXI.

Vale lembrar que os computadores são aparelhos eletrônicos que recebem, armazenam e produzem informações de maneira automática, os quais fazem parte do nosso cotidiano e, cada vez mais o número tem aumentado no mundo.
Origem

Note que a palavra “computador” vem do verbo “computar” que, por sua vez, significa “calcular”. Sendo assim, podemos pensar que a criação de computadores come na idade antiga, já que a relação de contar já intrigava os homens.

Dessa forma, uma das primeiras máquinas de computar foi o “ábaco”, instrumento mecânico de origem chinesa criado no século V a.C.. Assim, ele é considerado o “primeiro computador”, uma espécie de calculadora que realizava operações algébricas.

Ábaco





No século XVII, o matemático escocês John Napier foi um dos responsáveis pela invenção da "régua de cálculo", o primeiro instrumento analógico de contagem capaz de efetuar cálculos logaritmos. Essa invenção foi considerada a mãe das calculadoras modernas.

Por volta de 1640, o matemático francês Pascal inventa a primeira máquina de calcular automática que foi sendo aperfeiçoada nas décadas seguintes até chegar no conceito que conhecemos hoje.

A primeira calculadora de bolso, capaz de efetuar os quatro principais cálculos matemáticos, foi criada pelo matemático alemão Gottfried Wilhelm Leibniz, o qual desenvolveu o primeiro sistema de numeração binário moderno que ficou conhecido com "Roda de Leibniz".

A primeira máquina mecânica programável foi introduzida pelo matemático francês Joseph-Marie Jacquard, um tipo de tear capaz de controlar a confecção dos tecidos através de cartões perfurados.

Já no século XIX, o matemático inglês Charles Babbage criou uma máquina analítica, que a grosso modo, é comparada com o computador atual com memória e programas. Através dessa invenção, alguns estudiosos o consideram o “Pai da Informática”

Dessa maneira, as máquinas de computar foram cada vez mais incluindo a variedade de cálculos matemáticos, adição, subtração, divisão, multiplicação, raiz quadrada, logaritmos, dentre outros. Atualmente é possível encontrar máquinas de computar muito complexas.

Evolução dos Computadores

O computador, tal qual conhecemos hoje, passou por diversas transformações e foi se aperfeiçoando ao longo do tempo, a partir do avanço das áreas da matemática, engenharia, eletrônica, e por isso, não existe somente um inventor.

De acordo com os sistemas e ferramentas utilizados, a história da computação está dividida em quatro períodos:
Primeira Geração (1951-1959): os computadores de primeira geração funcionavam por meio de circuitos e válvulas eletrônicas, os quais possuíam o uso restrito, além de serem imensos e consumiam muita energia. Um exemplo é o ENIAC (EletronicNumerical Integrator and Computer) que consumia cerca de 200 quilowatts e possuía 19.000 válvulas.
Segunda Geração (1959-1965): ainda com dimensões muito grandes, os computadores da segunda geração funcionavam por meio de transistores, os quais substituíram as válvulas que eram maiores e mais lentas. Nesse período já começam a se espalhar o uso comercial.
Terceira Geração (1965-1975): os computadores da terceira geração funcionavam por circuitos integrados, os quais substituíram os transistores e já apresentavam uma dimensão menor e maior capacidade de processamento. Foi nesse período que os chips foram criados e a utilização de computadores pessoais começou.
Quarta Geração (1975-até os dias atuais): com o desenvolvimento da tecnologia da informação, os computadores diminuem de tamanho, aumentam a velocidade e capacidade de processamento de dados. São incluídos os microprocessadores com gasto cada vez menor de energia. Nesse período, mais precisamente a partir da década de 90, há uma grande expansão dos computadores pessoais. Além disso, surgem os softwares integrados e a partir da virada do milênio, começam a surgir os computadores de mão, ou seja, os smartphones, iPod, iPad e tablets, que incluem conexão móvel, com navegação na web.



Logo, segundo a classificação acima, nós pertencemos à quarta geração dos computadores, o que tem revelado uma evolução incrível nos sistemas de informação.

Observe que antes a evolução dos computadores ocorria de maneira mais lenta. Com o desenvolvimento da sociedade podemos ver a evolução dessas máquinas em dias ou meses.

Alguns estudiosos preferem acrescentar a “Quinta Geração de Computadores”, com o aparecimento dos supercomputadores, utilizados por grandes corporações, por exemplo, a NASA. Nessa geração, é possível avaliar a evolução da tecnologia multimídia, da robótica e da internet.

Inclusão Digital

A inclusão digital é um conceito que determina o acesso aos meios e ferramentas digitais contemporâneos, tal qual a internet. Assim, ela visa a democratização da tecnologia a partir da possibilidade de produção e difusão do conhecimento para todos os cidadãos.
A História da Bicicleta no Brasil





A História da Bicicleta no Brasil

1960 - O fenômeno da Monark Barra Circular
O começo dos anos 60 se faz com mais de 30 marcas de bicicletas sendo produzidas no Brasil. A grande maioria fabricava modelos em vários tamanhos, geralmente 28, 26, 24, 22 e 20, em polegadas e referente ao tamanho da roda. Com o mercado de bicicletas em crise a necessidade de padronização para diminuir custos é a saída para evitar fechar as portas. A grande maioria das bicicletas adultas, já no final da década de 60, passa a ser produzida com rodas 26 ½.

É difícil encontrar referências para entender o que levou a criação do desenho do quadro da Monark Barra Circular. Antes dela havia no mercado uma série de quadros com reforços no triângulo principal do quadro, geralmente barras que ligavam o tubo de selim com a frente da bicicleta. Podia ser um segundo tubo superior, com os dois em paralelo, ou um "J" que nascia no tubo inferior pouco atrás da caixa de direção e terminava no tubo de selim. Havia até a referência das Schwinn com seus dois tubos de reforço em semi-círculo saindo da parte baixa da caixa de direção, passando pelo meio do tubo superior e terminando nas forquilhas traseiras. Mas tudo indica que nunca se havia feito um quadro com um reforço circular dentro do triângulo central.

O mais interessante é que a primeira Barra Circular a ser colocada no mercado tinha rodas 28, bem maiores que as 26 ½ que se tornariam padrão. O fato talvez explique o porque do tubo superior sair da caixa de direção para baixo para só depois ficar paralelo ao chão. É uma forma de diminuir a altura do quadro e acomodar uma população com altura média baixa, como a do norte e nordeste onde o modelo virou um fenômeno de vendas.
O desenho da traseira, com as duas forquilhas em peça única que começam quase no meio do tubo superior, abrem-se no tubo de selim para formar um pequeno triângulo, continuam na traseira em paralelo ao chão para criar um suporte para o bagageiro, descem para fazer uma suave curva nas gancheiras e terminam na caixa de movimento central. O bagageiro acaba tendo uma área de apoio superior maior que os convencionais.
Se o projeto não tem referências, não restam dúvidas que ele tem uma fluidez que chega a ser agradável e um estilo algo futurista para a época. É completamente diferente do que se fabricava até então, quando o desenho do quadro normalmente tinha linhas retas, formas práticas, reconhecidamente resistentes, e que eram produzidas com o mínimo de desperdício de material.
A Monark Barra Circular foge da tradição e entra no mercado para fazer história. Mesmo uma marca com a força que a Monark tinha então só tem sucesso se seu produto cai no gosto público e a Barra Circular foi um sucesso total.

O interessante é que a qualidade das bicicletas produzidas no Brasil até então era boa. Havia uma cultura sobre as bicicletas bem estabelecida, pelo menos aqui no sul e sudeste do país. Quase não faz sentido sair das leves e eficientes bicicletas com quadro tradicional para cair num quadro cheio de tubos, detalhes e mais pesado. A alegação normal de seus usuários é que a Barra Circular é mais robusta, resistente que as outras.

A Caloi tenta conseguir morder um espaço deste novo mercado e a princípio lança a Barra Dupla, um modelo claramente inspirado na Schwinn. Alguns anos depois lança a linha Barra Forte que foi mudando o desenho do quadro, mas nunca chegou perto do impressionante número de venda da Barra Circular. No início dos anos 80 a Caloi lança uma linha nova, com um desenho de quadro em que as forquilhas tem uma continuidade que ultrapassa o tubo de selim e continua até quase a caixa de direção, formando assim um selim, ou banco, sobre o tubo superior. O desenho da bicicleta é muito suave e fluido, mas o desenho não faz sucesso esperado e seu custo de produção é alto, e já no ano seguinte ela começa a ser modificada. Irá surgir a última geração de Barra Forte com "banco" sobre o tubo superior. Logo será apresentada ao mercado a Caloi Barra C, quase uma cópia da Barra Circular.
O poder de mercado da Monark Barra Circular só irá diminuir no meio dos anos 90 quando o conceito mountain bike começa afetar até o mercado de bicicletas para trabalhadores.


1970 - 1990: Brasil dividido em dois grandes

Se o país começou os anos 60 com mais de 50 marcas de bicicletas, termina com 2 gigantes e uns poucos pequenos. As décadas de 70 e 80 passam com Caloi e Monark dominando 95% do setor. O balanço comercial publicado das duas empresas não raro era muito parecido durante o mesmo período; assim como as suas ações comerciais. O Brasil foi dividido em áreas e onde uma marca dominava a outra mal aparecia. Os pequenos, o 5% do mercado, eram "autorizados" a trabalhar.

O ciclismo esportivo, tão importante até o início dos anos 60, quando chegava a dar primeira página de jornal, passou a ser controlado com mão de ferro e acabou perdendo popularidade, quase chegando ao ostracismo. As disputas foram ferozes e acabaram saindo do campo esportivo. O resultado foi que a equipe Monark de ciclismo acabou extinta e a marca só voltaria a ter uma equipe oficial na época do BMX.

Governos Militares
Vale lembrar que durante o período dos governos militares foi levada a cabo a política de "Segurança Nacional" que atuava com plenos poderes em áreas estratégicas, dentre elas a de transporte. Seguindo a mesma linha traçada pelo presidente Juscelino Kubitschek a prioridade dos militares foi única e exclusivamente a de fortalecimento da indústria automobilística. O interessante é que a sensação que passava a quem viveu no meio da bicicleta nesta época é que havia uma relação mais que amistosa entre os dois grandes fabricantes de bicicleta e o Governo Militar e a bicicleta era "permitida dentro de limites".

Entre os pequenos é interessante a história da Ricco, um pequeno fabricante que tinha sua base nas bicicletas cargueiro e um mercado muito forte no Centro da cidade de São Paulo. Ao contrário de outros fabricantes que tentaram entrar no mercado sua existência foi permitida.


Bicicleta para rico: Caloi 10 e Ceci
Em 1971 a Caloi começa a produzir, a princípio para exportação, dois modelos que vieram a fazer a primeira mudança no conceito de bicicleta no Brasil: Caloi 10 e Ceci. Mesmo sua Caloi Berlineta, uma dobrável de rodas aro 20 produzida no início da década de 60, teve uma repercussão tão grande no mercado.
A partir destas duas bicicletas o mercado nacional passou a ser dividido em dois: São Paulo e um pouco do mercado do sul / sudeste com a Caloi, e nordeste com a Monark e sua Barra Circular.
A principal diferença da Caloi 10 era a sua qualidade. As primeiras tinham quadro italiano e peças japonesas Suntour, Araia, KKT, de excelente qualidade. O modelo era uma bicicleta esportiva, replica das de competição de estrada, com 10 marchas que podiam ser acionadas em duas alavancas fixas sobre a caixa de direção. A rodagem era 27 e os pneus podiam ser cheios até 70 libras, um absurdo para então.
A Caloi 10 foi um sucesso imediato, objeto de desejo para todo ciclista ou pretendente. Acabou completamente nacionalizada, perdeu sua alta qualidade e aos poucos o mercado, mas nunca sua força. A Monark tentou combatê-la com a Positron 10, a primeira bicicleta com câmbio traseiro indexado da história do Brasil. O primeiro lote delas era em quadro e garfo alemão.
Em pouco tempo surgiu a Caloi Ceci com seu belo desenho e sua cestinha presa no guidão. O seu projeto acabou recebendo um dos principais prêmios de desenho da Europa e a bicicleta chegou a ser vendida em pequena escala na Inglaterra. As primeiras saíram com rodas aro 27, mas rapidamente foram substituídas por rodas 26 5/8 mais baixas e apropriadas para a mulher brasileira. Aos poucos foi sofrendo modificações, como a mudança do guidão baixo para um alto.
A força da identidade dos dois modelos é sentida mesmo depois de mais de 30 anos de seus lançamentos.


Peugeot - erro infantil

Em 1973 a Peugeot inicia a produção de bicicletas no Brasil. Contavam funcionários da Caloi que a idéia de ter o mercado dividido por mais uma marca não passou de um susto. O dia que descobriram que a diretoria da Peugeot seria formada por franceses houve uma grande comemoração na diretoria da Caloi. Desconhecimento do funcionamento das regras comerciais de um país atípico como o Brasil e centralizar as vendas praticamente num único grupo varejista custou aos franceses um desastre e a conseqüente venda da fábrica e marca para um grupo brasileiro, que não demorou muito para sair do mercado.

Nestes anos de oligopólio as bicicletarias recebiam ordens e só vendiam o que era mandado ou permitido. Bicicletas importadas eram proibidas. Conseguir uma bicicleta de estrada era difícil. "Os militares dizem que se derreter o quadro (de cromo-molibdênio) dá para fazer cano de arma" brincava o pessoal que era ligado ao ciclismo.

"Bicicleta é coisa de pobre!"
Mesmo tendo aparecido no Senso do IBGE de 1981 como bem durável de primeira necessidade para a população pobre, a bicicleta foi relegada a brinquedo e lazer. Campanhas como "Eu quero a minha Caloi", a criação do Passeio da Primavera em São Paulo, e outras ações eram praticamente voltadas ou para o público infantil ou para lazer.

Simplesmente não houve política voltada para o setor, mesmo o Brasil sendo um dos maiores produtores do mercado mundial e a produção de bicicleta um forte gerador de empregos de baixa especialização. Caloi chegou a fazer tentativas de entrar no mercado americano e em outros mercados, mas não foi bem sucedida. O único interesse aparente da Monark era despejar no mercado a campeã de vendas Barra Circular, sem dúvidas um fenômeno que permaneceu mais de duas décadas imbatível.
Nas grandes capitais o uso da bicicleta se fazia por uma pequena faixa da população, principalmente a de trabalhadores. Mas foi nas cidades do interior e principalmente nas litorâneas, onde o hábito de pedalar sofreu menos com a política do automóvel e transporte coletivo. Nas cidades menores e com população de menor poder aquisitivo o uso da bicicleta permaneceu praticamente inalterado. A matemática é simples: quanto mais rica a cidade foi ficando, mais sua população se afastou da bicicleta. Esta verdade funcionou até no sul onde a forte influência européia manteve velhos hábitos, mas não a bicicleta. Joinville pode ser visto como caso típico.

Nasce o Mountain bike no Rio de Janeiro

O Mountain bike brasileiro nasce com os cariocas. São eles que trazem um punhado de bicicletas importadas, formam um grupo de amigos que saem para pedalar em velhas fazendas, trilhas e estradinhas. Para quem não podia adquirir uma importada a saída era fazer adaptações nas bicicletas nacionais, principalmente da Monark Ranger, o seu segundo modelo. Mas se podia ver de tudo, de velhas Phillips até uma curiosa Caloi Ceci reformada. Conseguem um certo espaço em revistas como a Manchete e na TV, mas o circuito permanece restrito a um grupo pequeno de praticantes.

Em 1985 surgem duas bicicletas que seriam uma revolução no mercado brasileiro: Monark Ranger e Caloi Cruiser. Ambas eram do tipo "beach cruiser" e viriam a iniciar o fim da era das "Barra". O primeiro modelo da Ranger tinha algumas características visuais das primeiras mountain bikes americanas, como pneus balão, freios cantilever que eram ruins, além de guidão preso a um avanço duplo em forma de "V". A primeira Caloi Cruiser tinha o mesmo conjunto de guidão, mas seu quadro e os freios ferradura pareciam mais uma BMX de adulto. Os dois fabricantes erram de maneira grosseira na percepção da realidade e na estratégia, com seus modelos que não eram nem uma bicicleta de praia, nem de montanha.
As duas acabaram sendo nossa primeira opção para pedalar fora de estrada por absoluta falta de opções. Eram feitas adaptações de marchas, sistema de freio e avanço de guidão. No final de 85 a Caloi apresenta a Cruiser Light, montada com praticamente todas as peças importadas - cubos, pedivela, sistema de freio de BMX, e aros de alumínio 26. Na mesma época as competições de BMX eram o que havia de maior agitação no mundo da bicicleta brasileira, o que acabaria formando a primeira geração de futuros campeões de mountain bike.

O segundo modelo Ranger foi totalmente reformulado, com alterações nos freios, avanço e guidão. O mercado da época ainda era claramente divido e os cariocas, que praticamente só tinham a Ranger, passaram a usar seu quadro e garfo como base para criar uma bicicleta que fosse pedalável na terra. O mesmo iria acontecer uns dois anos depois com as Cruiser em São Paulo.
Surge no Rio o Luiz, o primeiro no Brasil a fabricar artesanalmente quadro, garfo e avanço próprios para mountain bike. Logo depois surge a Trishop, uma loja especializada em triathlon que passa a oferecer uma mountain bike de fabricação própria, de quadro muito parecido com o da Cruiser Extra Light, que era montada com peças importadas, o que a tornava muito cara. Enfim, quem podia trazia uma importada, quem não se virava com o que tinha.

E são os cariocas que realizam o primeiro campeonato no Brasil, realizado em três etapas em Paraíba do Sul e organizado por Marcos Ripper. O número de participantes ainda era pequeno, mas o entusiasmo e a diversão eram fantásticos.
Em São Paulo o primeiro passo para introdução do novo esporte foi o Cruiser das Montanhas Caloi, organizado por Renata Falzoni em Campos do Jordão, em plena temporada de inverno. Vinte bicicletas Caloi Cruiser Light, de cinco marchas não indexadas, freio ferradura, guidão curvo alto, selim de mola única, pedivela monobloco e pedais de plástico, eram emprestadas gratuita e diariamente em duas seções, pela manhã e à tarde. Os interessados eram levados por cinco ou seis guias para passeios fora do centro da cidade, por estradas de terra ou algumas trilhas mais fáceis.

Mountain Bike nos anos 80
Renata Falzoni conduziria a partir daí um trabalho na mídia que faria o mountain bike estourar não só em São Paulo, mas no Brasil. Ainda em 1988 ela organiza outro evento, o Night Biker's, o primeiro passeio noturno organizado da história do Brasil, e talvez o primeiro do gênero no mundo. Este passeio guiado pelo Centro de São Paulo, acompanhado por uns 30 ciclistas, seria o marco da redescoberta dos prazeres de pedalar uma bicicleta nas grandes capitais. Não demorou muito e a cidade do Rio de Janeiro passaria a organizar imensos passeios pela orla, com milhares de participantes.

Durante o ano de 1988 houve algumas provas no Estado de São Paulo, em Campos do Jordão, Campinas e Atibaia. Mas é em 1989 que o mountain bike dá um grande salto e passa a ser conhecido por todo o país. Renata Falzoni participa da organização do primeiro campeonato, a Copa Halls-Schick, que já na sua segunda prova contava com mais de 200 participantes. Na etapa final mais de 400 largaram. Em pouco tempo a Federação Brasileira de Ciclismo lança o Campeonato Brasileiro, com etapas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda em 1989 surge a primeira bicicleta própria para o esporte, a Caloi Mountain Bike 18. Com quadro claramente inspirado na GT americana, com 18 marchas, freios cantilever que funcionavam relativamente bem, o modelo faz sucesso, mas era impróprio para competições porque era frágil. Aos poucos o número de importadas foi crescendo, a maioria trazida na bagagem de quem viajava, mas eram muito caras. Mesmo numa cidade como São Paulo era possível identificar o dono pela bicicleta e na maioria dos casos todos eram conhecidos ou mesmo amigos.

A JNA (Junior, Nelson, Adrian), pequena fábrica de fundo de quintal, já era respeita por suas BMXs, começa a fabricar quadros, garfos, avanços e mais algumas outras peças de mountain bike, numa escala muito reduzida já em 1988. Quem quisesse uma tinha que entrar numa longa e demorada fila de espera. Cada uma delas era construída artesanalmente e seus três fabricantes, Junior, Nelson e Adrian, pedalavam muito bem e tinham carinho pela profissão. Conseguir bons tubos era muito difícil e quase todas eram construídas com tubos de aço rápido. Não se pode deixar de destacar as qualidades de Nelson, excelente em descida de montanha, criativo e inteligente, de suas mãos saíram bicicletas de construção muito simples, mas muito agradáveis de conduzir, o primeiro garfo de suspensão brasileiro de série, e até a primeira mountain bike full-suspension do Brasil. A JNA acabou vendida, aumentou sua produção e fechou uns anos depois.

Nunca imaginei que vocês (mountain bike) iriam tirar o controle do mercado de nossas mãos!
Com o mercado crescendo muito rapidamente aparecem as primeiras mudanças. O mercado editorial tinha até então somente a revista Bicisport, passa a ter outros títulos, como Ciclo Notícias, Ciclo Magazine e mais tarde Revista Bicycle voltadas para o setor da bicicleta, e uma coluna na revista Trip que sempre exerceu forte influência sobre grupos sociais que ditam tendências. Surgem vários grupos organizados por todo o Brasil promovendo todo tipo de evento, de passeios noturnos a cicloturismo.

Aos poucos vão aparecendo novas marcas nacionais que tentam entrar no mercado que até então era quase que exclusivo de Caloi e Monark. A Tekway foi a primeira com porte maior a se aventurar, tinha uma fábrica bem organizada, preocupação com qualidade, mas o projeto das suas bicicletas era estranho, quando não errado, e depois de certo tempo saíram do mercado. A Urbano tinha produtos muito baratos, inúmeros desenhos de quadros, muitos deles estranhos ou mal resolvidos, mas mesmo vendendo bem não foram capazes de controlar o grave problema de qualidade de seus produtos e a marca acabou falindo. E assim foi com uma série de nomes que se seguiram. O jogo do mercado era pesado e algumas marcas foram compradas pelos grandes para serem desativadas. Outras não souberam lidar com a pressão e saíram do mercado por espontânea vontade. No caso particular da Urbano, em meio à negociação para sua venda sofreu um pequeno incêndio, localizado no escritório e mal explicado.
Os primeiros a dar certo neste mercado tão fechado foram marcas que importavam os quadros e faziam a montagem aqui e a fábrica de Cláudio Rosas, um ex ciclista e ex amigo de Bruno Caloi, que conhecia bem bicicletas e o mercado.

Muda tudo - chegam as importadas
O que faz com que o mercado e a história da bicicleta no Brasil mudasse para valer foi a entrada oficial das bicicletas importadas de alta qualidade, como Trek, Specialized, GT, Cannondale, Raleigh e outras. Mesmo que a importação tenha tido números insipientes, o impacto da qualidade delas foi muito grande. Foram abertas as primeiras bicicletarias voltadas para um público rico, bem montadas, limpas, organizadas, com um atendimento diferenciado e a impecável oficina à vista.

Para fazer frente às mudanças a Caloi lança em 1990 a primeira bicicleta com quadro de alumínio, a mountain bike "Aluminun". No início da década de 90 a Caloi passou a ser o maior fabricante de quadros de alumínio no mercado internacional usando uma tecnologia simples onde o alumínio não recebia tratamento térmico. No mesmo ano a empresa sai com outra inovação, dois modelos híbridos, um em alumínio outro mais simples em aço, mas os dois produtos são lançados com pneus de péssima qualidade e câmara errada para a rodagem, o que faria que o conceito híbrida se transformasse em símbolo de bicicleta ruim por muitos anos.

Monark segue os mesmos passos, mas numa escala muito menor e com um produto muito mais simples. Surge a Alfameq, um pequeno fabricante de quadros e garfos em alumínio tratado com qualidade acima da média que mudaria o conceito de bicicleta montada e a forma de trabalhar de muitas bicicletarias.

Metade dos anos 90: mercado crescendo muito rápido
Aproveitando a situação começa a surgir uma série de marcas e negócios, fábricas de quadros e garfos, peças, acessórios, bolsas, vestuário; enfim tudo que fosse relativo à bicicleta e ao ciclista. O mercado já no meio dos anos 90 é bem grande e não deixa dúvidas que está pulverizado. Já fica claro que há uma terceira força, Sundown, em Curitiba, Paraná. Caloi e Monark ainda são os maiores, mas não tem mais o mando do jogo. A cidade de São Paulo aos poucos deixaria de ser o centro da bicicleta Brasileira e até a fábrica Caloi acabaria indo para Atibaia.

Virada de século e a qualidade geral
O Brasil termina o século XX fabricando algo em torno de 4 milhões de bicicletas e com mais de uma centena de pequenas marcas fabricantes de bicicleta. As 3 grandes e mais algumas médias espalhadas pelo país passaram a responder pela fabricação metade destas bicicletas. A outra metade acabará distribuída entre centenas de fabricantes de quadros e garfos de aço rápido que são facilmente vendidas pelas bicicletarias e até mesmo em algumas grandes redes de supermercado e magazines. A maioria delas é de péssima qualidade e não demoram muito a apresentar defeitos. A situação do mercado fica tão fora de controle que não chega a ser difícil encontrar marcas cujo fabricante não tem sequer CNPJ, a inscrição na Receita Federal.

O preço destas bicicletas aliado à alienação da população brasileira em relação aos seus direitos e o conhecimento do que deve ser uma bicicleta de qualidade elevaram as vendas destas marcas novas e não oficializadas. O número de acidentes causados por falhas mecânicas, quebras ou até colapso de peças e componentes de baixa qualidade dessas bicicletas, em determinado momento, chega a ser tão alto que leva os grandes fabricantes de bicicletas, peças e acessórios a iniciar o processo da criação de normas de qualidade para as bicicletas brasileiras.




Saiba como armazenar os produtos no verão: Mais saúde e sabor no cardápio


Com a chegada do verão, os restaurantes acabam optando por oferecer pratos mais leves e coloridos, isso porque o comportamento dos consumidores influencia a escolha das refeições. “Nessa estação as pessoas querem mostrar mais o corpo e por isso acabam optando por pratos mais leves e menos calóricos”, destaca Marcela Garcia chef consultora da BRF Food Services. Para ela, os chefs podem optar por cardápios com frutas, legumes e verduras da estação que garantem pratos frios, como saladas variadas, com e sem acompanhamento, e sobremesas coloridas e tropicais. No caso dos pratos principais, a consultora recomenda as carnes brancas. “Peixes e frango são boas opções”, diz.

Para a estação mais quente do ano, os peixes considerados de época são agulhão, atum, bagre, bonito, cambeva, carapau, guaivira, manjuba, pampo, papa terra. No entanto outros frutos do mar podem ser encontrados com facilidade, como camarão de cativeiro e sete barbas, polvo e siri. Mas é preciso ter bastante cautela na escolha dos produtos e na conservação deles. Na hora da compra por exemplo, ingredientes íntegros, sem a presença de fungos ou parasitas, de boa origem devem ser priorizados. “Alguns alimentos amadurecem e estragam muito rápido e correm o risco de perder a qualidade se não forem guardados corretamente e consumidos há tempo. Alguns devem ser mantidos refrigerados, por exemplo”, ressalta Marcela.
Dicas para conservar melhor os alimentos

Corte a banana uma a uma do cacho, na parte mais alta de sua haste, para que o peso do amadurecimento acabe facilitando o processo.
Armazene batatas junto às maçãs. Com essa combinação as batatas não brotam de repente e as maçãs não amadurecem tão rápido.
Mantenha os tomates de ponta cabeça para que o ar e a umidade não passem pelo local onde o fruto foi arrancado. Eles devem ser mantidos em temperatura ambiente e não na geladeira.
Morangos, amoras e framboesas devem ser retirados das embalagens comercializadas e postas em camada única em recipiente propício para o armazenamento. Quando estão distribuídas em duas ou mais camadas, o suco da fruta do andar superior acaba prejudicando a fruta que está embaixo.
Em ambiente seco, a melancia pode durar até uma semana. Após o corte, ela precisa ser envolvida em plástico ou papel-alumínio e levada à geladeira.
O agrião pode ser conservado por até 3 dias, se embalado em saco plástico para alimento ou vasilha tampada na geladeira. Os talos inteiros, lavados e secos com pano limpo ou papel absorvente, duram por mais tempo que as folhas.
Essas dicas estão alinhadas com o que é proposto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em seu Guia de Boas Práticas Nutricionais para Restaurantes Coletivos. A instituição recomenda que estabelecimentos gastronômicos ofereçam opções mais saudáveis de pratos aos clientes e incentivem o uso de molhos artesanais com ervas, especiarias, azeite e limão. A medida é muito importante tendo em vista que nos últimos 30 anos, o consumo de produtos industrializados aumentou 40% e a ingestão de frutas e hortaliças diminuiu consideravelmente.

COLETA SELETIVA TRABALHO OU BENEFÍCIO



Coleta

Tipos de papéis recicláveis


Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de papel é a separação e coleta seletiva do papel. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de papel.

Tipos de papel que podem ser reciclados: papel sulfite, papelão, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, entre outros.


Como fazer papel reciclado em casa (reciclagem caseira)

1º - Separe o papel que não está mais sendo utilizado, recorte em pequenos pedaços e coloque num recipiente com água. Deixe assim durante um dia completo.

2º - Pegue este papel molhado e bata num liquidificador ou mexa bastante até dissolver e virar uma espécie de massa.

3º - Coloque essa massa espalhada (no formato fino) numa espécie de rede fina e cubra com um peso que terá a função de prensar.

4º - Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar, de preferência em ambiente seco ou ao sol.


Você sabia?

- Cerca de 46,3% do papel, produzido e comercializado no Brasil, é reciclado e volta para a cadeia produtiva (dado relativo ao ano de 2015).